
piadas naif de mau gosto acrescentado, introspecções baratas, dramalhões de faca e alguidar, apitadelas e figuras de urso
quarta-feira, outubro 22, 2008
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quinta-feira, fevereiro 14, 2008
sexta-feira, janeiro 25, 2008
A Escolinha #3 ou Escrever Sobre Teatro É Complicado...
Estou farto de ver clássicos em clássicos, clássicos a atirar ao experimentalista e contemporâneos a atirar ao retro.
Não há paciência para uma nova geração de actores bonitinhos e inqualificados. Actores que emergem como cogumelos, são postos em cena sem saber diferenciar um proscénio de uma direita alta e acharem que Shakespeare pode ser um batido de pêra e que, tal como os ditos fungos tendem, na sua maioria a desaparecer com as primeiras chuvas, pois a base de sustentação é fraca. O mesmo é válido para “velhos” actores que têm momentos de epifania (causados na maioria das vezes por falta de trabalho), e decidem iniciar-se na encenação com ideias tão avant-garde, que muitas vezes nem os próprios as apanham.
Aborrece-me a falta de rigor em coisas tão simples como um actor estar fora de luz espectáculo após espectáculo, cena após cena e não haver ninguém que o alerte antes de estrear, nem mesmo depois, já que é incapaz de se corrigir.
Chateia-me o artistedo de novos actores que saem do conservatório e, como até não são maus, são convidados para integrar um elenco de um Nacional e depois exigem diariamente flores frescas no camarim.
Chateia-me esta cultura de teatra que se vive, assiste e cultiva, que sabota o próprio meio com os seus direitos adquiridos e vitalícios (alguns post-mortem) a quantidades escandalosas de convites por espectáculo, quando poderiam perfeitamente pagá-los. Esta teatra onde se imiscuem os iluminados que nunca gostam de nada do que vêem, mas que também não se vê conseguirem fazer nada melhor.
Irrita-me o constante discurso derrotista e de comiseração (muitas vezes infundado) da subsidio-dependência. Seria bem melhor que se empregasse o tempo perdido nesses discursos a trabalhar no sentido de definir estratégias viáveis para que as estruturas se tornem gradualmente mais auto-suficientes.
Tira-me do sério usar esta dependência como desculpa para a falta de qualidade de um trabalho.
Ah! E obviamente todos os pseudotes que, lá porque tiraram um mestrado, com um nome do tamanho de um comboio, em Londres, Paris ou Nova Iorque e até têm jeitinho para a escrita, criticam tudo e todos (mesmo o que não interessa), normalmente de forma bastante acutilante e negativa (pois diz que são pessoas de gosto requintado e que já viram mundos e fundos). No entanto, não são capazes de argumentar, de sustentar a crítica quando confrontados com a mesma, evadindo-se com “Eu tinha de escrever alguma coisa!” ou “Ah, mas há ali coisas que foram retocadas pelo chefe de redacção e mudou um pouco o sentido da ideia original. Não era bem aquilo que eu queria dizer!”
Entristece-me que tenha de haver uma Plataforma de Intermitentes para que um País se aperceba que o artista não tem subsídio de férias ou desemprego, décimo terceiro mês e não tem simplesmente direito a estar doente e “meter baixa”. Alegra-me no entanto esta atitude de acordar as mentes de uma nação habituada a resignar-se numa passividade exasperante do “faz-se o que se pode!”.
Poderia ainda dissertar acerca de jogos políticos que permitem a entrega do monopólio da programação de um teatro municipal a um só ser, mas cairia novamente em regionalismos e não é esse o meu objectivo aqui, pelo que sinto que será sensato terminar por aqui.
segunda-feira, janeiro 14, 2008
terça-feira, novembro 20, 2007
A Escolinha #1
Este Senhor é o resultado do meu primeiro dia de escolinha na Capital. Conhecido por Screamin' Jay Hawkins é o autor da música "I Put A Spell On You" conhecida pela maioria de nós na voz de Nina Simone, mas da qual já foram feitas covers interpretadas por uma quantidade enorme de artistas desde Diamanda Galas até Marilyn Manson.
Resumindo: prof. de música (que é a verdadeira tola) pede para escolhermos uma música e seu autor sobre a qual vamos ter de fazer um trabalho, a entregar no início do próximo mês. Eu com tantas e nenhuma na cabeça! No final encaminho-me para o metro debaixo de uma chuva torrencial (que mais parecia o dilúvio bíblico). Cruzo-me com um moço que ouvia nos seus fones a música acima referida interpretada por Nina Simone. A minha pessoa toma aquilo como um sinal do sr. Além e decide-se. Chego a casa e decido confirmar o autor da dita canção e dou de caras com este one man show, que me era totalmente desconhecido, mas que tem uma carreira bastante longa, como podem constatar aqui.
Por isso meus Amigos, agora quando não me encontrarem é porque estou com este Senhor, pois parece-me que tenho muito para aprender com/sobre ele. Sobretudo a parte de pôr caveirinhas a fumar e mãozinhas cortadas a mexer sobre o piano. Um mix pleno de entre voodoo, Família Adams e padrões africanos.
Começo a gostar disto!

